O Governo quer antecipar o lançamento do concurso para o novo terminal de contentores de Leixões e espera concluir “dentro de duas ou três semanas” a renegociação das concessões do TCL e do TCGL no porto nortenho.

Porto de Leixões

 

Na abertura do Forum Business2Sea, no Porto, a ministra do Mar disse que solicitou à administração do Porto de Leixões que “tentasse antecipar” os prazos para o lançamento do concurso para a construção do novo terminal de contentores, previsto para ter fundos de -14 metros.

“É necessário aumentar a capacidade de acolhimento de navios maiores no Porto de Leixões e o novo terminal poderá fazer isso. É urgente que se antecipem os prazos, porque não podemos adiar 10 anos, tem de ser uma matéria que temos de fazer já”, sublinhou Ana Paula Vitorino.

Segundo a ministra, “existe uma necessidade absoluta de manter o Porto de Leixões como um dos principais portos do país e reforçar a sua capacidade de se impor a nível internacional, porque cada porto ao aumentar a sua capacidade está a aumentar também a capacidade do nosso país e do sistema logístico nacional”.

“É extremamente importante que a muito curto prazo exista maior capacidade de movimentação de contentores e de movimentação de carga, como também, a médio prazo, para acolher navios maiores, que é essa a tendência a nível internacional”, disse.

Por isso, acrescentou Ana Paula Vitorino, “está a ser concluída, dentro de duas ou três semanas no máximo, a renegociação para poder ser feito o investimento de ampliação da capacidade do terminal de contentores sul e do terminal de carga geral e de granéis de Leixões”.

Na mesma sessão, a ministra do Mar apontou também o investimento “no crescimento da capacidade de navegabilidade do rio Douro, não só para potenciar o turismo de cruzeiro, que já é significativo, mas também o tráfego de mercadorias nesta via de transporte tão importante que é o rio Douro”.

De acordo com Ana Paula Vitorino, “é uma forma de apostar na sustentabilidade ambiental do país, é criar alternativas muitíssimo mais baratas e mais eficientes, quer do ponto de vista ambiental, em relação ao transporte rodoviário, mas também do ponto de vista económico-financeiro, nos sítios onde é aplicável, face ao transporte ferroviário”.

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  1. A ministra do mar demorou 1 ano para “acordar” para a urgência de tomar estas decisões quando há 10 anos quando era secretária de estado do ex-ministro Mário Lino “JAMAIS” já se sabia, perdeu 10 anos, assim como se perderam 10 anos em relação à obra do NOVO AEROPORTO DE LISBOA, ser do PS é sempre ser incompetente, que vergonha Ministra do Mar !!