Portugal deve preparar-se para abastecer navios com gás natural liquefeito (GNL), defendeu hoje, no porto de Leixões, a ministra do Mar.

Ana Paula Vitorino

“Queremos fazer uma aposta para que, em Portugal, possam ser abastecidos navios com combustível a gás natural líquido, porque o tipo de tecnologia e plataformas que podem ser usadas são da mesma natureza das usadas nas eólicas offshore”, afirmou Ana Paula Vitorino, aos jornalistas, à margem da apresentação da estratégia para energias renováveis oceânicas.

De acordo com a governante, “todos os portos nacionais e toda a indústria naval de todo o país está convocada para participar nestes projectos de desenvolvimento”.

A ministra garantiu um “apoio público” ao lançamento destas iniciativas, porque está em causa “uma indústria que precisa de afirmar-se a nível internacional”.

A ministra referia-se, nomeadamente a intenção de ver instaladas, ao longo da costa, estações de serviço de abastecimento de navios e ao projecto “WindFloat” [um projecto pioneiro para a exploração do recurso eólico em águas profundas] que vai começar na “vertente comercial” em Viana do Castelo.

Ana Paula Vitorino lembrou que o Conselho de Ministros aprovou a 24 de Novembro uma resolução que vai permitir a instalação de plataforma marítima de produção de electricidade ao largo de Viana do Castelo, concretizando uma fase “pré-comercial” e assegurando a sua “ligação à rede eléctrica pública”.

“Com este projecto Windfloat, e outros desta natureza, podemos ter, a nível mundial, um projecto a funcionar, para mostrar a investidores estrangeiros”, destacou a governante.

A intenção do Governo é “captar investimento estrangeiro” e possibilitar que a indústria nacional comece “a produzir componentes relacionados com a energia offshore”, podendo depois exportá-los.

De acordo com a ministra, o Governo está em condições de, “pela primeira vez, desenvolver, em simultâneo, o transporte marítimo, os portos, a industria naval e a energia com menos carbono e menos emissões”.

 

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