O Plano Nacional de Reformas (PNR), hoje aprovado em Conselho de Ministros, contempla várias medidas para a mobilidade sustentável, como a renovação de frotas, o reforço da rede de carregamentos eléctricos e a criação de sistemas de bicicletas partilhadas.

Táxis

A substituição de 500 veículos dos operadores de transporte público até 2018 é mesmo a primeira medida elencada no PNR. O investimento estimado de 99 milhões de euros (dos quais, 60 milhões provenientes do Portugal 2020) inscreve-se na “revisão do modelo de governação do sector de transportes entre administração central e local”. A referência remete para a anunciada municipalização da Carris e da STCP, o que deixa a ideia de que a renovação das frotas apenas contemplará aqueles dois operadores públicos.

Ainda no âmbito do desafio da mobilidade sustentável, o Executivo de António Costa propõe-se substituir mil táxis por outros tantos veículos eléctricos, até 2020, num investimento estimado em 16,6 milhões de euros (cinco milhões do Portugal 2020, dez milhões do Plano Juncker). A descarbnização da frota será acompanhada, ou precedida – na segunda metade de 2016 e em 2017 – pela “regulação do sector para novos modos de transporte”.

Para facilitar a mobilidade eléctrica, o PNR propõe a instalação de mais 2 394 postos de carregamento até 2020, num investimento estimado em 69,3 milhões de euros (22,5 milhões do Portugal 2020).

Finalmente, é proposto criar e implementar um plano estratégico para a mobilidade suave (até meados de 2018), incluindo a disponibilização de 6 000 bicicletas para sistemas de partilha, até 2020, num investimento de 24,85 milhões de euros (20,3 milhões do Portugal 2020).

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