O Conselho de Ministros deliberou ontem a transferência da gestão da via navegável do Douro para a alçada da APDL.

Na verdade, trata-se da formalização de uma decisão que já era conhecida, tal como o TRANSPORTES & NEGÓCIOS noticiou oportunamente. Desde o início do ano que a Administração do Porto de Leixões tem acompanhado o IMT na gestão dos dossiers relacionados com a navegabilidade do Douro, nomeadamente na preparação da candidatura ao CEF, ocorrida há dias.

A via navegável do Douro integra a Rede Transeuropeia de Transportes. O PETI prevê o investimento na melhoria das condições de navegabilidade do rio, através da correcção do traçado, da modernização das eclusas e da melhoria das comunicações e sinalização.

A transferência da gestão da via navegável do Douro para a APDL é motivo de alguma inquietação entre a comunidade portuária de Leixões. Teme-se a dispersão de recursos humanos e técnicos. Mas sobretudo receia-se ver desviados mais fundos libertados pela actividade do movimento de mercadorias no porto nortenho.

Desde o início do ano, a APDL integrou, por fusão, a Administração do Porto de Viana do Castelo e, em consequência, é agora a APDL a pagar a factura das dragagens na foz do Lima, até aqui suportadas pelo Estado, há quem recorde.

O projecto da navegabilidade do Douro foi lançado com um especial enfoque no transporte de mercadorias, mas tem sido o turismo a dar-lhe visibilidade e (relativa) rendibilidade. O transporte fluvial até Espanha mantém-se, todavia, como um objectivo a cumprir.

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