David Neeleman e Humberto Pedrosa venceram Germán Efromovich na corrida pela TAP. O PS insiste em que se for governo desfará o negócio hoje decidido em Conselho de Ministros.

TAP - Açores

A Gateway foi a escolhida pelo Governo para comprar 61% da TAP. O agrupamento controlado por David Neeleman e Humberto Pedrosa ofereceu 354 milhões de euros, que poderão chegar aos 488 milhões dependendo da performance da companhia. Além disso, serão adquiridos 53 aviões.

O Estado encaixará dez milhões de euros, que poderão subir a 140 milhões de euros se a TAP para a Bolsa (decisão que será do novo ano).

A Gateway poderá comprar o resto da companhia dentro de dois anos. O Estado poderá reverter o negócio se os compromissos assumidos não forem cumpridos.

Os compromissos assumidos pelo agrupamento luso-brasileiro incluem o cumprimento dos acordos de empresa assinados com os trabalhadores, a manutenção do hub de Lisboa por um mínimo de 30 anos, a manutenção da sede, da direcção da companhia, das rotas consideradas estratégicas e das obrigações de serviço público por um prazo mínimo de dez anos.

O plano estratégico contempla o reforço/modernização da frota com 53 aviões novos e o reforço das ligações com o Brasil (Neeleman controla a Azul) e os EUA (Neeleman detém a JetBlue), sem esquecer África.

A escolha do vencedor está feita mas o negócio ainda não está fechado. E é também nisso que o PS aposta para reverter o processo.

Os socialistas insistem em que, se forem governo, denunciarão o contrato. Porque insistem em que o Estado mantenha a maioria da TAP. Além do que preferem que a privatização parcial seja feita através da dispersão do capital em Bolsa.

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