O Governo aprovou hoje, em Conselho de Ministros, a venda de 66% da TAP, SGPS. Os futuros donos terão de assumir o passivo do grupo, de cerca de mil milhões de euros. Há três candidatos anunciados e uma desistência.

“O diploma hoje aprovado prevê a privatização de 66% do capital da TAP, SGPS, que detém não só a companhia aérea, mas também todos os outros negócios do grupo”, referiu o secretário de Estado dos Transportes no final da reunião do Conselho de Ministros.

Vingou, assim, a ideia de vender a TAP como um todo, incluindo o negócio deficitário da Manutenção Brasil.

Dos 66% que serão vendidos, 61% serão vendidos diretamente a um ou mais investidores de referência. Sérgio Monteiro sublinhou que o encaixe financeiro para o Estado não é o mais importante, e poderá nem acontecer. Importante mesmo é que o comprador, ou compradores, assuma o passivo de mil milhões de euros e capitalize o grupo para alavancar os novos investimentos.

Os restantes 5% do capital social da TAP, SGPS ficarão reservados a todos os trabalhadores do Grupo TAP. O que inclui os pilotos, mas não só.

Com este negócio, o Estado continuará a deter, não se sabe por quanto tempo, uma posição de 34% no capital da TAP, o que representa uma minoria de bloqueio e na prática lhe permitirá intervir, também enquanto accionista, na definição das grandes opções estratégicas da TAP.

Candidatos à compra perfilam-se, para já, três: a dupla de empresários Miguel Pais do Amaral/ Frank Lorenzo (em parceria com o Grupo Barraqueiro), a espanhola Air Europa / Globalia e a brasileira Azul.

E haverá uma desistência: a de German Efromovich, que esteve perto de comprar a transportadora há dois anos, mas que agora se terá desinteressado do negócio.

O Governo vai agora preparar o caderno de encargos, de modo a poder lançar a operação mal o Presidente da República promulgue o diploma hoje aprovado. Se tudo correr pelo melhor, a privatização poderá ficar concluída ainda no primeiro semestre do próximo ano, ainda suficientemente longe das eleições legislativas.

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