A privatização da ANA está a despertar o interesse de várias das principais gestoras de aeroportos do mundo, avança a “Dow Jones Newsires”.

Entre os potenciais concorrentes contam-se a germânica Fraport (que para o efeito se aliou à IMF, um fundo australiano de investimento em infra-estruturas), a francesa Aeroports de Paris e a espanhola Ferrovial (esta em parceria com a Teixeira Duarte).

Na corrida estarão também o Global Infrastructura Partners (que detém os aeroportos de Gatwick, London City e Edimburgo), os turcos da TAV Havalimanlari Holding (que gere, entre outros, os principais aeroportos turcos), o Changi Airport Group, de Singapura, os australianos da Macquarie’s e fundos de pensões norte-americanos.

A “Dow Jones Newsires” não cita, mas também a Brisa assumiu já o interesse na ANA, em parceria com a brasileira CCR.

O Governo quer e precisa de fechar o negócio da ANA até ao fim do ano. E deverá optar pela concessão, em vez da privatização, para assim poder usar o encaixe financeiro para reduzir o défice das contas públicas deste ano. A Comissão Europeia já terá dado o seu acordo a esta opção, que deixa a privatização para uma fase posterior.

Em linha com a avaliação da empresa, o Estado pretende encaixar cerca de 1,2 mil milhões de euros com a ANA.

Resta saber quantos dos potenciais interessados formalizarão as propostas de compra. O que poderá depender também do futuro da TAP, pois a plataforma giratória da companhia em Lisboa é um dos principais activos da operadora e da gestora aeroportuária.

 

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