Os estivadores do porto de Roterdão cumprem hoje um período de 24 horas de greve, em protesto contra a automatização dos terminais de contentores e em defesa dos postos de trabalho.

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A paralisação dos cerca de 3 600 estivadores que trabalham no porto holandês foi convocada pelo sindicato FNV Havens e arrancou assim que terminou o prazo do ultimato feito aos operadores e à Autoridade Portuária de Roterdão (APR). A paragem, a primeira em 30 anos, afecta os terminais ECT Delta Terminal, Uniport e APM.

A greve conta com o apoio da ITF (Federação Internacional dos Trabalhadores dos Transportes) e ETF (Federação Europeia dos Trabalhadores dos Transportes) e a solidariedade de sindicatos belgas, alemães e franceses. O FNV Havens esteve em conversações com os operadores portuáriose a autoridade portuário ao longo de Dezembro, mas não houve acordo.

Automatização pode cortar 20% dos empregos até 2017

O principal ponto de desacordo prende-se com as compensações a atribuir aos trabalhadores devido à automatização dos terminais de contentores. Com efeito, a construção de terminais automatizados, entre os quais o Maasvlakte II, deverá suprimir centenas de postos de trabalho.

As previsões dos sindicatos apontam para um corte de até 700 empregos (dos já referidos 3 600) até 2017. O FN Havens quer a garantia ds manutenção dos empregos que existiam a 1 de Janeiro de 2015 até 2022, pelo menos.

“O Porto de Roterdão está a trabalhar arduamente nos bastidores para que as conversações entre sindicatos, empregadores a autoridade portuária se restabeleçam o mais depressa possível”, já comentou, em comunicado, o Porto de Roterdão.

Uma eventual escalada da greve dos trabalhadores portuários de Roterdão podeá levar os armadores a procurarem alternativas, com os portos vizinhos de Antuérpia e Hamburgo a serem opção.

 

 

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