A Comunidade Portuária de Lisboa está preocupada com o anúncio do regresso das greves ao porto da capital e disponível para ajudar à solução. Em declarações ao TRANSPORTES & NEGÓCIOS, Paulo Paiva, o presidente da CPL apela ao bom senso.

 

Paulo PaivaT&N – Como reage a CPL a este anúncio de greve do Sindicato dos Estivadores?

Paulo Paiva – Estamos apreensivos e preocupados, porque uma situação de greve é sempre de perda para todos. O principal perdedor é o Porto de Lisboa.

T&N – O processo negocial do novo CCT falhou. Acompanharam o processo? Intercederam, ou admitem interceder, junto das partes para viabilizar a retoma das negociações?

Paulo Paiva – A Direção da CPL esteve sempre informada do decorrer de todo o processo. Não houve intervenção enquanto CPL. Estamos disponíveis para ajudar a encontrar soluções, assim haja essa vontade expressa.

T&N – Que impacte esperam possa ter esta nova paralisação na actividade do porto de Lisboa? O que pode/deve ser feito para ultrapassar este impasse?

Paulo Paiva – Esta e qualquer paralisação tem um impacte muito negativo na actividade do porto, sobretudo porque ainda está a tentar recuperar carga e clientes perdidos com as situações de greve anteriores.

A nossa expectativa passa por haver bom senso de todas as partes envolvidas. E o bom senso conduz a reconhecer o que cada uma tem para dar ao porto de Lisboa. Será esse um bom princípio para chegar a um entendimento e termos um porto viável e socialmente estável.

A greve dos trabalhadores foi ontem anunciada para durar entre as 8 horas do dia 14 e as 8 horas do dia 24 do corrente mês de Novembro. O início da paralisação, a manter-se, coincidirá com o fim da vigência do Contrato Colectivo de Trabalho dos trabalhadores portuários de Lisboa e, logo, a aplicação plena do novo regime de trabalho portuário.

A paralisação deverá afectar sobretudo o porto de Lisboa mas o pré-aviso abrange também os portos de Setúbal e da Figueira da Foz.

 

O TRANSPORTES & NEGÓCIOS ERROU: Ao contrário do que publicámos ontem, o Porto de Aveiro não está abrangido pelo pré-aviso de greve emitido pelo sindicato dos estivadores dos portos do Centro e Sul. Aos nossos leitores e a todos os envolvidos apresentamos as nossas desculpas.

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