O movimento de contentores no porto de Lisboa está em alta (comparado com 2012), mas também por isso são cada vez mais notórias as dificuldades operacionais resultantes da greve dos estivadores, que continua sem fim à vista e que motivou uma dura posição dos operadores do porto da capital.

A redução do ritmo de trabalho, por falta de pessoal (porque o sindicato se opõe à utilização de trabalhadores temporários em funções especializadas), está a atrasar as operações no porto de Lisboa, com uns navios a demorarem mais tempo e outros a terem de esperar mais tempo ao largo. As demoras chegam a ser de dias e estão a levar operadores a cancelar algumas das escalas previstas no porto da capital.

O crescimento da actividade resulta, assim, da resiliência dos operadores (que prova, se necessário fosse, a importância do porto lisboeta) e, também, do facto de a comparação estatística ser feita com um ano em que a actividade foi ainda mais castigada pelas greves dos estivadores.

A um ritmo quase semanal, sucedem-se os pré-avisos de greve. O mais recente vigora desde o passado dia 29 de Outubro.

Desde o início de Junho, são já uma dezena os pré-avisos, a que se somam outros tantos plenários, que terão custado mais umas 40 horas de trabalho, denunciam os operadores portuários numa dura carta enviada ao Sindicato dos Estivadores, Trabalhadores de Tráfego e Conferentes Marítimos do Centro e do Sul de Portugal.

Reagindo às “mentiras” e aos “ataques direccionados” que constarão do último pré-aviso de greve, os operadores sustentam que é a actuação do sindicato que os impede de utilizar os 30 trabalhadores temporários (apesar de, dizem, estarem habilitados para as funções), e que os 48 trabalhadores dispensados pela A-ETPL terão sido convidados a ingressar nas empresas de estiva e recusado tais propostas.

Na missiva, assinada pela Associação Empresa de Trabalho Portuário, pela Associação Marítima e Portuária e pela Associação de Operadores do Porto de Lisboa, conclui-se que “este Sindicato apenas pretende manter a actividade portuária restrita aos trabalhadores do tipo A e do tipo B com mais de seis anos de actividade, numa atitude perfeitamente reaccionária, conservadora e de visão de curto prazo”.

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