Greve dos motoristas mantém-se com serviços mínimos

A ANTRAM só negoceia com o sindicato dos motoristas de matérias perigosas quando a greve acabar. O sindicato só termina a greve quando a ANTRAM negociar…

ANTRAM, sindicato (SNMMP) e Governo reuniram na noite de ontem para tentarem ultrapassar o caos criado pela greve dos motoristas de transporte de matérias perigosas. E conseguiram acertar os serviços mínimos, agora para serem cumpridos. Mas a greve mantém-se, e com ela os problemas.

No relativo aos serviços mínimos, já definidos pelo Governo mas rejeitados pelo sindicato, ficou assente que a Resolução do Conselho de Ministros é mesmo para cumprir. Assim:

“a) Abastecimento de combustíveis aos hospitais, bases aéreas, bombeiros, portos e aeroportos, nas mesmas condições em que o devem assegurar em dias em que não haja greve;

b) Abastecimento de combustíveis aos postos de abastecimento da grande Lisboa e do grande Porto, tendo por referência 40 % das operações asseguradas em dias em que não haja greve;

c) Transporte de cargas necessárias nas refinarias e parques, na CLT e na CLC, nos casos em que a acumulação de stocks de produtos refinados imponha o funcionamento das unidades em regimes abaixo dos respetivos mínimos técnicos, de acordo com os manuais de operação;

d) Transporte de cargas necessárias nas refinarias e parques, na CLT e na CLC, nos casos em que os stocks de petróleo bruto ou outras matérias-primas em armazenagem sejam insuficientes para garantir o funcionamento das unidades nos respetivos mínimos técnicos, de acordo com os manuais de operação, em virtude das implicações na satisfação de necessidades sociais impreteríveis e na segurança e manutenção dos equipamentos e instalações das unidades processuais das refinarias de Sines e Matosinhos;

e) Transporte estritamente indispensável com as restantes unidades e instalações dos sistemas industriais das áreas de Sines e de Matosinhos associados às refinarias da Petrogal, de forma a garantir o funcionamento estável das suas unidades à carga mínima, de acordo com os respetivos manuais de operação, de forma a evitar riscos para a segurança dos equipamentos e instalações e impactos ambientais;

f) Transporte de granel, brancos e gás embalado, tendo por referência 30 % das operações asseguradas em dias em que não haja greve”

Quanto à greve, ela vai manter-se por tempo indeterminado. A ANTRAM diz-se agora disponível para dialogar com os representantes dos motoristas, mas recusa sentar-se à mesa enquanto durar a greve. Do lado do SNMMP, insiste-se que a paralisação não é contra a ANTRAM, nem contra as empresas, mas em em defesa dos motoristas. E por isso é para manter enquanto não houver resultados das negociações.

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