Exportadores pedem a intervenção do governo sueco para por termo ao conflito que há meses opõe a APM Terminals e os sindicatos locais de estivadores no porto de Gotemburgo.

Estivadores - APM Terminals

Nos últimos seis meses, a produção do terminal caiu cerca de 20%, ou 2 000 TEU/semana. E deverará agora recuar para apenas 40%, na sequência da decisão da APMT de impor um lockout parcial, que se iniciou na passada sexta-feira e se deverá prolongarp (se nada acontecer entretanto…) até 30 de Junho, e que, na prática, restringe a laboração do terminal aos dias úteis entre as 7 e as 16 horas.

O porto de Gotemuburgo é o maior da Suécia e da Escandinávia. Movimenta cerca de metade do tráfego de contentores do país. E é  o único capaz de operar os navios de maiores dimensões. Razão por que as alternativas para os exportadores suecos passam por procurar portos mais a Sul, na Alemanha, Holanda ou mesmo Bélgica, com os sobrecustos de tempo e dinheiro.

A situação é particulamente melindrosa quanto as exportações representam mais de 40% do PIB sueco. Não admite, por isso, que empresas como a Stora Enso, gigante mundial da indústria papeleira, tenha já apelado ao governo para intervir no conflito e promover uma solução.

No mesmo sentido já se manifestou a própria APMT, uma vez que ao longo do último ano os representantes dos estivadores terão recusado sucessivas propostas.

Já do lado dos sindicatos, a crítica vai, precisamente, para a falta de diálogo do operador portuário.

 

 

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