As contas são do Ministério de Fomento de Espanha: cada dia de greve dos estivadores representou um prejuízo de 12 milhões de euros. A paralisação prossegue depois de amanhã, com uma paragem de 48 horas!

Maersk-Mckinney-Algeciras

Os três primeiros dias de greve dos estivadores espanhóis foram cumpridos praticamente a 100%, de acordo com os dados disponibilizados pelas autoridades portuárias e pelo governo de Madrid.

Os prejuízos, esses ascenderão já a cerca de 36 milhões de euros, à razão de 12 milhões por dia, com as perdas a atingirem sobretudo os operadores portuários mas a afectarem também os serviços de rebocadores e outros ligados às escalas dos navios, e ainda os operadores rodoviários e ferroviários que transportam os contentores de/para os portos. Ainda assim,o número fica longe dos 50 milhões de euros/dia alvitrado há tempos pela PIPE.

A situação deverá, todavia, piorar já  esta semana com a entrada na segunda vaga de paralisações decidida pelos sindicatos após o fracasso da reunião com a Anesco, em representação das empresas de estiva.

Serão mais cinco dias de greve, intercalados e apenas às horas ímpares, mas que arrancam quarta-feira com uma paralisação de 48 horas.

Maersk Line “troca” Algeciras por Tanger Med

Numa tentativa (?) de dramatizar os efeitos da greve, o Ministério do Fomento espanhol fez eco da decisão da Maersk Line de transferir, em definitivo, mais de 150 mil TEU/ano de Algeciras para o porto marroquino de Tanger Med.

De facto, desde o início das paralisações a operadora dinamarquesa já terá desviado mais de uma dezena de navios dos portos espanhóis para Tanger Med e mesmo Sines. Mas a transferência dos tais 150 mil TEU terá sobretudo a ver com a nova concessão da Maersk no Norte de África.

A Maersk Line é a principal cliente de contentores do porto de Algeciras, movimentando ali cerca de 2,4 milhões de TEU/ano.

 

 

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