A greve dos estivadores em Sines e a baixa nas descargas de petróleo bruto são as principais culpadas da quebra de actividade dos portos nacionais no primeiro semestre, segundo a AMT.

No primeiro semestre, os portos nacionais (do Continente) processaram 44,6 milhões de toneladas, menos 3,9% que na primeira metade de 2018, divulgou hoje a Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT).

Só a greve dos estivadores do Terminal XXI, em Sines (greve ao trabalho extraordinário, note-se),  representou uma perda de 1,4 milhões de toneladas, nas contas da AMT. A baixa das descargas de petróleo bruto, em Leixões e Sines, acrescentou 1,3 milhões de toneladas às perdas.

Em termos globais, a carga geral recuou 4,7% (para 19,5 milhões de toneladas), com a contentorizada a perder 7% (15,8 milhões de toneladas) e a fraccionada e ro-ro a avançarem 3,2% (2,7 milhões) e 17,6% (946 mil), respectivamente.

Os granéis sólidos ficaram-se pelos 8,9 milhões de toneladas (menos 6,7%) e os granéis líquidos pelos 16,3 milhões (menos 1,1%), com o petróleo bruto a afundar 18,1%.

Aveiro com semestre recorde

Com os principais portos em terreno negativo, mais brilhou Aveiro ao crescer 2,4% em termos homólogos e atingir um recorde semestral de 2,7 milhões de toneladas.

Setúbal também fechou o semestre em alta de 3%, com um acumulado de 3,5 milhões de toneladas.

O pior mesmo foi a perda de 4,7% de Sines (para 22,2 milhões de toneladas, apesar dos máximos nos produtos petrolíferos e nos outros granéis líquidos); e a quebra de 7,3% de Lisboa (para 5,5 milhões de toneladas); e o recuo de 2,7% de Leixões (para 9,5 milhões de toneladas).

Sem impacto nas contas finais, Viana do Castelo crsceu 16,4% até às 213 mil toneladas, e Figueira da Foz caiu 15,2% até às 912 mil.

Sines põe contentores no vermelho

Entre Janeiro e Junho, o movimento de contentores nos portos do Continente foi de 1 414 515 TEU. Menos 3,1% que no mesmo período de 2018.

Determinante para esse resultado foi a fraca performance de Sines, com “apenas” 754 mil TEU movimentados (menos 8,7%), devido à greve dos estivadores, justifica a AMT. Que destaca também o aumento de mais 31% nos tráfegos do hinterland, em contraponto à quebra de 19% nos tráfegos de transhipment (que agora valem cerca de 70% do total).

Leixões registou um ganho homólogo de 9,6% para os 344 mil TEU. Lisboa cedeu 0,9% até aos 232 mil TEU, Setúbal perdeu 3,5% para 73 mil. E na Figueira da Foz contaram-se 11 mil (mais 8,8%).

This article has 3 comments

  1. Deviam saber mais do que escrevem. Se houve quebra em Sines nunca seria motivada pela greve às horas extraordinárias. Os trabalhadores continuam a trabalhar as 8h que lhes são exigidas. 3 turnos por dia. 24h por dia. 7 dias por semana.
    As horas extraordinárias são tal como o nome indica…. Extraordinárias. Podem passar se semanas sem tal ser necessário

  2. A AMT não está bem informada para pensar que SE há baixa de movimentos de contentores, achar que se deveu à greve dos estivadores…

  3. Porque será que não se informam correctamente antes de escreverem barbaridades? A greve ao trabalho extraordinário é que retirou 1,4 milhões de teus a Sines?
    Ou terá sido um derrame que a empresa demorou 3 semanas a resolver?
    Ou terão sido os navios que a empresa desviou para outros portos de modo a que a culpa recaisse nos trabalhadores e na sua greve?

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