A continuação das greves dos trabalhadores portuários colocará em causa a sobrevivência da ETP de Aveiro, actualmente em processo de insolvência, alerta a associação das empresas de estiva locais.

Os operadores portuários lembram que a inactividade forçada afectará a facturação da ETP “e consequentemente a sua situação financeira”, e declinam responsabilidades dizendo que “em tais circunstâncias, não será exigível às empresas de estiva que suportem as consequências, nomeadamente financeiras” das paralisações.

As empresas de estiva sublinham ainda que as presentes greves não têm a ver com qualquer conflito centrado no porto de Aveiro, mas colocam em causa os acordos que previam a manutenção da paz social do porto como garantia da laboração normal e, logo, do pagamento dos salários aos trabalhadores da ETP enquanto não se decide o processo de insolvência/recuperação da empresa.

A proposta de viabilização da ETP de Aveiro prevê a redução do número de trabalhadores, com as respectivas indemnizações a serem financiadas pelo sindicato dos trabalhadores do porto, e o pagamento das dívidas nos prazos de três anos (no caso dos trabalhadores) e de oito anos (para os demais credores).

A proposta previa igualmente a gestão tripartida da ETP de Aveiro pela administradora da insolvência e por representantes dos trabalhadores e das empresas de estiva. Mas estas últimas optaram por não participar.

O processo de insolvência aguarda agora a decisão judicial.

Entretanto, os trabalhadores portuários de Aveiro subscreveram o pré-aviso de greve parcial que se iniciará amanhã e se prolongará até 7 de Novembro.

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