As greves dos trabalhadores portuários em Aveiro, Lisboa e Setúbal, no segundo semestre do ano passado, traduziram-se na quebra de 25% na facturação das concessões ali detidas pela Mota-Engil, face ao semestre anterior.

Ainda assim, o grupo de António Mota logrou aumentar em 17% o volume de negócios da logística, no ano passado, para os 187,4 milhões de euros (160 milhões em 2011).

No mesmo período, o EBITDA avançou 5% para os 33 milhões de euros (31,3 milhões no exercício anterior).

A melhoria dos resultados foi consequência do forte aumento dos volumes movimentados nos terminais portuários no primeiro semestre do ano, combinado com as melhorias operacionais alcançadas com a gestão integradas das concessões, justifica o grupo.

As concessões portuárias (assumidas com a compra da Tertir, há seis anos) continuaram a representar a “parte de leão” dos negócios da área da logística do grupo Mota-Engil. No entretanto, a Mota-Engil ganhou também a concessão do porto de Paita, no Peru, e prepara este ano o arranque das operações do terminal de contentores de Ferrol, na vizinha Galiza.

A actividade da Takargo merece apenas uma fugaz nota no Relatório e Contas, para referir a sua operação nos transportes transfronteiriços ibéricos.

Mais positiva é a referência à Transitex, a empresa transitária do grupo, que prosseguiu a sua expansão geográfica e, consequentemente, terá mantido um forte ritmo de crescimento (não quantificado, todavia).

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