A escolha do navio para assegurar o serviço terá estado na base do desentendimento entre a Grimaldi e a LD Lines, anunciado no dia do arranque da nova AEM.

O arranque da AEM Gijon-Nantes ficou ensombrado pela notícia, ainda não confirmada oficialmente, da saída da Grimaldi do consórcio formado com o grupo Louis Dreyfus para explorar o novo serviço.

A justificação “oficial” para a saída da Grimaldi é o desejo de concentrar esforços nas suas operações no Mediterrâneo e no Báltico. Porém, informações não confirmadas apontam para um crescente mal-estar entre os dois parceiros desde o momento em que se tratou de escolher o navio que operaria as ligações.

A Grimaldi pretenderia colocar um navio seu a ser operado pela LD Lines, contra o pagamento de uma renda. Ao invés, a LD Lines preferiria deslocar o “Norman Bridge” do serviço da Mancha. Foi esta, como se sabe, a opção que vingou.

Apesar deste contratempo, a LD Lines já reafirmou o seu empenho na exploração da AEM Gijon-Nantes, ainda que seja prematuro avaliar as implicações da alteração do consórcio, considerando os incentivos públicos que foram concedidos pelos governos de Espanha e França e mesmo pela Comissão Europeia.

Na sua primeira viagem, o “Normal Bridge”, com uma capacidade de transportou de cerca de uma centena de veículos, transportou para Gijon oito camiões articulados e três semi-reboques (além de alguns ligeiros). O primeiro a pisar a rampa foi um veículo português, da THC. No regresso, embarcaram nove camiões.

A AEM Gijpon-Nantes arranca com três ligações semanais em cada sentido, com um preço de frete de 450 euros para cada lado.

A inauguração oficial está prevista para a próxima quinta-feira.

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