Apesar da crise, o Grupo Grimaldi terá crescido 14% no ano passado, e projecta crescer 10% este ano, avançou em Berlim o director comercial das linhas de short sea do grupo napolitano.

Citado pelos media, Guido Grimaldi explicou que boa parte do sucesso do grupo se explica pelos navios que opera, que serão melhores que os da concorrência. Nos últimos anos foram investidos 2,5 mil milhões de euros, em 26 novos navios, dos quais falta receber 18 (nos próximos dois anos).

Daqueles, dez navios são ro-ro, com uma capacidade de transporte individual de quatro mil metros lineares de carga rodada. São “irmãos gémeos” do Eurocargo Malta e do Eurocargo Génova, os maiores do seu tipo em operação no Mediterrâneo.

Para o próximo mês está prevista a entrega do Eurocargo Alessandria, que operará nas ligações entre Salerno, Cagliari e Valência.

Mas ter bons navios não chega. É preciso apostar em novos mercados, e daí o investimento em Marrocos, precisou Guido Grimaldi. E necessário é também que a economia dê uma ajuda.

A pressão em alta do preço do petróleo é uma “dor de cabeça” para os operadores de short sea, uma vez que a factura do combustível representa “entre 50% e 55% do custo total dos serviços”, referiu o responsável da Grimaldi. “Os fretes são um problema. O preço do petróleo está a subir mas não podemos impor sobretaxas porque a concorrência é muito forte. Todos ganhamos menos. Não vai ser um ano fácil”.

Ainda assim, “este ano esperamos crescer mais 10%. É um bom número para anos de crise”, rematou Guido Grimaldi.

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