O encerramento da unidade de Faro insere-se num plano de reestruturação da Groundforce para tentar estancar os prejuízos.

Em Faro, a operadora de handling emprega cerca de 300 trabalhadores. É no aeroporto  algarvio que a Groundforce detém a menor quota de mercado (cerca de 35% no ano passado) e será ali que tem sido mais difícil adequar a organização do trabalho (e, logo, os custos) às necessidades e realidade do mercado.

As operações de handling asseguradas pela Groundforce em Faro passarão, assim, para a Portway, que passará a ser a única operadora de handling no aeroporto. Uma situação que não poderá manter-se por muito tempo, por causa do monopólio de facto.

No ano passado a Groundforce registou um prejuízo antes de impostos de 29,6 milhões de euros. O orçamento para este ano apontava para perdas de 19,5 milhões de euros, mas no primeiro semestre já se chegou aos 12,2 milhões de euros.

A companhia promete para amanhã a apresentação das medidas que pretende implementar para inverter a situação.

A TAP pretende alienar parte, ou mesmo a totalidade do capital da Groundforce. O presidente da companhia tem falado na existência de interessados mas até ao momento não são conhecidos avanços no processo.

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