A Groundforce arrisca-se a perder as licenças para operar nos aeroportos de Lisboa e Porto, por continuar a ser detida a 100% pela TAP, uma vez que o Governo ainda não autorizou a venda à Urbanos.

O prazo para a atribuição das licenças pelo INAC termina no próximo dia 5 de Junho (depois de ter já sido prolongado) e a Groundforce poderá acabar excluída.

Em causa está o facto de a empresa continuar a ser detida pela TAP, o que faz com que os dois operadores de handling sejam públicos (a Portway é detida pela ANA), o que contraria a liberalização do sector.

Há seis meses que a Urbanos chegou a acordo para comprar a maioria do capital da Groundforce, mas o contrato continua à espera do sim do Governo, que por sua vez aguarda uma posição de Bruxelas sobre a recapitalização da empresa pela TAP.

Foram 123 milhões de euros de empréstimos que foram injectados no capital da operadora de handling, o que pode configurar um caso de ajudas de Estado. Bruxelas ainda não se pronunciou, até porque o caso não terá impacte à escala comunitária.

A Urbanos mantém o interesse na concretização da compra da Groundforce. Mas na eventualidade de perder as licenças para operar em Lisboa e Porto, a companhia fica praticamente sem o seu negócio “core”.

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