Desde o início do ano, o Grupo Barraqueiro adquiriu quatro empresas de transporte rodoviário público de pesados de passageiros, e com isso alargou a sua presença geográfica à Área Metropolitana do Porto e ao Interior Centro, além de reforçar a posição na AM Lisboa.

Maia Transportes, Joaquim da Costa Ferreira, Marques, Interoliveirense e Isidoro Duarte são as últimas aquisições para o cada vez mais vasto portfolio do grupo liderado por Humberto Pedrosa.

As duas primeiras foram adquiridas ao grupo Resende e marcam a entrada da Barraqueiro na Área Metropolitana do Porto. Um movimento a que não será estranha a aposta do grupo no Metro do Porto (que já opera, através da ViaPorto) e na STCP, que o Governo se propõe privatizar/concessionar.

A compra da Marques (e da Interoliveirense, detida a 100% por aquela) assinala o fim de mais uma empresa familiar no sector, e a expansão geográfica da Barraqueiro para o Centro Interior, onde ainda não estava presente.

A Isidoro Duarte, a primeira compra do novo ano, é outra empresa familiar que desaparece, aos 90 anos. Actua na área da capital.

À parte estas compras, a Barraqueiro mantém-se na corrida para ficar com a Carris, a STCP e os serviços suburbanos da CP em Lisboa e Porto.

O grupo, que reclama a liderança ibérica no transporte rodoviário de passageiros, tem ainda uma presença significativa no transporte ferroviário de passageiros, controlando a Fertagus e a Metro Sul do Tejo, além de operar o Metro do Porto.

O grupo Barraqueiro é detido em 31,5% pela Arriva.

 

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