O Grupo Barraqueiro, parceiro de Miguel Pais do Amaral na “corrida” à privatização da TAP, está também a disputar a atribuição de licenças de handling aeroportuário, no âmbito do concurso lançado pelo INAC.

O grupo de Humberto Pedrosa concorre à pré-qualificação alinhado com a norte-americana Menzies (um “gigante” do sector) e a portuguesa Groundlink, avança o “DE” na sua edição de hoje.

Como adversários, o grupo português (líder no transporte rodoviário de passageiros e com presença também no transporte ferroviário) terá, desde logo, a Groundforce, mas também as espanholas Globalia e Clece, a Swissport e a APVH.

Em causa está a atribuição de quatro licenças de handling das categorias 3, 4 e 5 (placa, bagagens e carga): duas em Lisboa, uma no Porto e outra em Faro. Para a Groundforce, que está em Lisboa e no Porto e que saiu de Faro em 2010, a atribuição das licenças é praticamente uma questão de vida ou de morte, depois de ter regressado aos lucros sob a gestão do grupo Urbanos.

No caso da Globalia – que também estará interessada na privatização da TAP -, trata-se de uma tentativa de regresso a um mercado onde esteve entre 2003 e 2007, depois de ter ganho a privatização da maioria da SPdH. A empresa espanhola saiu da subsidiária da TAP em conflito com a gestão da companhia aérea mas deixou a marca Groundforce (que mantém no mercado do país vizinho).

A Clece e a Swissport já acorreram ao primeiro concurso lançado pelo INAC, mas entretanto extinto porque o Governo alterou a legislação e impôs e existência de três operadores de handling em Lisboa (em todos os aeroportos com mais de 15 milhões de passageiros/ano).

Após esta fase de pré-qualificação, o INAC convidará os concorrentes escolhidos a formalizarem as suas propostas para ficarem com a concessão das licenças por um prazo de sete anos.

O procedimento em curso não afecta a Portway, detida a 100% pela ANA, que continuará a operar em todos os aeroportos.

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