Apesar de ter apresentado a melhor proposta, o Grupo ETE não ficará com a exploração dos estaleiros da Cabnave. O governo de Cabo Verde decidiu anular o concurso.

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O desfecho agora conhecido já era admitido em Dezembro do ano passado. Afinal, a vitória anunciada do Grupo ETE respeitava apenas à fase de qualificação, faltando ainda negociar os termos concretos do contrato de concessão por 30 anos. E o governo tinha a prerrogativa de cancelar o processo, alertava à imprensa local uma fonte conhecedora.

O alerta, premonitório, confirmou-se agora. A negociação exclusiva nunca avançou e, agora, “o novo governo, ditado pelas eleições de 20 de Março de 2016, suspendeu o processo para (…) perceber se a estratégia definida estaria alinhada com a visão do governo para o sector marítimo e em particular para a Ilha de São Vicente”, refere o comunicado emitido a propósito.

As autoridades de Cabo Verde apostam agora na criação de uma Zona Económica Especial de vocação marítima na ilha de São Vicente,  que integrará toda a zona de jurisdição portuária do Porto Grande, incluindo a Cabnave.

O comunicado governamental termina dizendo que o governo concluiu que a modalidade previamente definida para o processo de concessão da Cabnave não responde às exigências do novo enquadramento definido para o sector e para a Ilha de São Vicente tendo, por isso, sido cancelado.

Cabo Verde era uma das apostas para o reforço da internacionalização do Grupo ETE e, em particular, o potenciar do negócio da construção/reparação naval.

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