O Grupo Orey vai abandonar a actividade no sector financeiro e focar-se exclusivamente nas área dos transportes e da logística, anunciou em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Grupo Orey vai abandonar negócios financeiros

Com esta mudança, o Grupo Orey, liderado por Duarte d’ Orey, põe fim à investida no sector financeiro iniciada na viragem do século, e que foi assinalada logo nos primeiros anos por algumas iniciativas pioneiras, como o o foram o lançamento no mercado nacional de hedge funds, ou a criação de fundos de investimento em jogadores de futebol.

Com a alteração da estratégia e do perfil de investimento do Grupo Orey, as actividades na área dos transportes e da logística, durante décadas o core do negócio, voltarão a assumir o protagonismo.

Actualmente, o essencial dos negócios dos transportes e da logística está concentrado na Horizon View, liderada por Rui d’ Orey. A holding controla a Orey Shipping, a Atlantic-Lusofrete, a Storkship, a Mendes & Fernandes e a Correa Shipping.

Agenciamento de navios, agenciamento de linhas regulares, logística, trânsitos marítimos e aéreos e despachos aduaneiros são as actividades desenvolvidas em Portugal e, em alguns casos, também em Espanha.

O Grupo Orey detém ainda a Orey Angola e a Orey Moçambique, que actuam nos mercados de transportes e logística daqueles países.

As alterações agora anunciadas pelo Grupo Orey estão, claro, dependentes das competentes autorizações e da concretização das operações de alienação e desinvestimento necessárias.

No ano passado Grupo Orey registou prejuízos de 2,04 milhões de euros, o que representa uma forte melhoria face aos 12,8 milhões de euros negativos registados em 2016.

No comunicado enviado à CMVM a empresa indica que “as unidades que se encontram em continuação, ou seja, as linhas de negócio estratégicas para o Grupo Orey apresentaram um resultado líquido do exercício de 6,06 milhões de euros, enquanto as unidades em descontinuação, das quais fazem parte a Orey Financial e o segmento de distressed assets [ativos depreciados], têm um impacto negativo de 9,69 milhões de euros”.

 


GOSTOU desta notícia? Clique aqui e SUBSCREVA a nossa NEWSLETTER.  

 

Os comentários estão encerrados.