O processo para a introdução de portagens para camiões na estrada nacional N-1 do País Basco até à fronteira com França já arrancou. A cobrança deverá iniciar-se em 2018.

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“A adjudicação está em marcha e já começámos a receber ofertas de diversas empresas”, referiu, perante a assembleia regional, a deputada responsável pelas infra-estruturas viárias em Guipuzcoa. Aintzane Oiarbide.  Os primeiros testes serão realizados no próximo ano, para que as portagens possam entrar em vigor no início de 2018.

Aintzane Oiarbide sublinhou que um total de 12 mil camiões circula todos os dias na N-1, sendo que mais de 60% têm matrícula estrangeira. “Não podemos ser nós, guipuscoanos, os únicos a pagar a manutenção e melhoria da infra-estrutura”, acrescentou.

A deputada salientou que os transportadores locais “terão uma portagem inferior a um euro nos trajectos locais”. As portagens aplicadas na N-1 terão três troços: Echegarate, Andoáin e Irún. O preço não superará dez euros, de acordo com as autoridades locais.

“Uma vez as portagens em vigor, os três milhões de euros que custa [ao orçamento público] a manutenção desta estrada poderão destinar-se a políticas sociais e à reactivação da economia”, disse Aintzane Oiarbide.

O método de cobrança das portagens será semelhante ao usado em Portugal nas auto-estradas ex-Scut. Ou seja, com recurso a pórticos que detectam as passagens ao comunicarem com dispositivos instalados a bordo. As estimativas apontam para que algum do actual tráfego da N-1 passe para as auto-estradas AP-8 e AP-1, aliviando a estrada nacional.

 

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