A Hamburg Süd aposta em reduzir a dependência da América Latina e em realizar energias com o reforço da oferta nos tráfegos East-West. Com a UASC ou com navios próprios.

Hamburg Sud - Alianca

A estagnação, ou mesmo recessão, das economias sul-americanas, com destaque para o Brasil, Argentina e Venezuela, prejudicou os resultados de 2014 da Hamburg Süd. Para piorar as coisas, a oferta de capacidade global de transporte de contentores cresceu 6,3%,enquanto a procura subiu apenas 5,4%, pressionando os fretes em baixa.

De positivo, no ano transacto, só mesmo a queda da cotação do petróleo, com reflexos no preço do combustível marítimo.

Sobre este cenário, o grupo Hamburg Süd + Aliança aumentou os volumes transportados em 2,3% (valha a verdade que a procura na América Latina subiu apenas 1,5%), para cerca dos 3,4 milhões de TEU, enquanto o volume total de vendas caiu 1% para 5,2 mil milhões de euros. Os resultados operacionais mantiveram-se positivos mas foram inferiores aos do exercício anterior.

Para o ano corrente, a companhia germânica aposta em crescer. Por via da integração das operações da CCNI (concretizada no final de Março) e também em resultado do desenvolvimento da oferta nos tráfegos East-West, em que entrou no início do ano, em parceria com a UASC. A hipótese de operar aí com novos próprios não é descartada.

Todavia, avisam os responsáveis, a pressão sobre os fretes manter-se-á, uma vez que a oferta de capacidade deverá, de novo, superar a procura. A Hamburg Süd também deverá alinhar mais alguns navios, de maiores dimensões. Actualmente conta 13 de 9000/9600 TEI, num total de 168 navios.

 

 

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