Enquanto as dragagens no Elba não avançam, o tráfego de ULCV no porto de Hamburgo cresceu 83% no segundo trimestre face ao mesmo período do ano passado. Mas o movimento total de contentores continuou em queda no semestre.

Hamburgo - terminal de contentores

Apesar das limitações de calado, as companhias parecem apostadas em escalar cada vez mais ULVC (navios de 14 000 – 19 000 TEU de capacidade) para o porto. Segundo a autoridade portuária local, o aprofundamento permitiria que os mega-navios conseguissem carregar ali 1 800 TEU adicionais em cada escala.

O processo da melhoria das acessibilidades marítimas a Hamburgo (que inclui dragagens no interior e no exterior do porto e a criação de um canal de navegação com 385 metros de largura) continua por avançar, enredado em questões políticas e disputas judiciais.

Ingo Egloff, membro da administração da autoridade portuária de Hamburgo, reiterou, contudo, na conferência de imprensa de apresentação dos resultados do primeiro semestre de 2016, que a obra “continua essencial”.

Na primeira metade do ano, o movimento do terminal de contentores de Hamburgo caiu 1,2% face ao mesmo período do ano passado, para 4,5 milhões de TEU. A descida foi, ainda assim, inferior à de 9,2% registada nos 12 meses de 2015.

De acordo com Ingo Egloff, as perdas de tráfego de contentores com a Rússia e a China quase estagnaram. Em sentido contrário, as trocas com a Índia subiram 9,9% na primeira metade do ano. O que caiu bastante foi o tráfego de transhipment com a Polónia e a Suécia, com os portos desses países a terem mais ligações directas e menos serviços feeder via Hamburgo.

 

 

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