A “novela” do processo de dragagem do rio Elba – essencial para que Hamburgo não perca as escalas dos mega-navios – continua. O Tribunal Administrativo Federal de Leipzig rejeitou as acções movidas pelas cidades de Cuxhaven e Otterndorf, bem como pelos pescadores costeiros do Elba contra a obra.

Hamburgo - terminal de contentores

O ministro da Economia, Transportes e Inovação da Alemanha, Frank Horch, considerou que a decisão do tribunal é mais um passo para o arranque das obras de dragagem do Elba.

“Permaneço muito confiante de que seremos capazes de implementar o projecto no futuro próximo. Estamos a trabalhar desde Fevereiro para dissipar as preocupações finais do tribunal”, afirmou Horch, citado pela comunicação social alemã.

O Tribunal Administrativo Federal ouvirá dentro duas semanas (a 13 de Dezembro) os processos remanescentes interpostos por quatro particulares e associações de utilizadores de água e solo.

Os proprietários privados apresentaram queixa contra os efeitos adversos significativos do ruído, das vibrações e da erosão costeira resultantes da dragagem. Já as associações pedem regulamentos suplementares às decisões de aprovação no que diz respeito à drenagem e irrigação das suas áreas e às garantias de protecção contra inundações.

Estes são os últimos processos judiciais pendentes contra a dragagem do Elba.

Mais 1 800 TEU por escala

O projecto de melhoria das acessibilidades marítimas a Hamburgo prevê a correcção e o aprofundamento do canal de acesso ao porto, numa extensão de 130 quilómetros. Com isso, será possível a operação, sem restrições, de navios com calados de 14,5 metros, contra os actuais 13,5 metros.

Em termos práticos, será assim possível aos navios que demandam o porto germânico movimentarem mais 1 800 TEU em cada escala.

Actualmente, as entradas e saídas dos navios de maiores dimensões estão sujeitas a limitações na carga transportada e à evolução das marés. Ainda assim, o movimento de navios de mais de 14 000 TEU em Hamburgo terá praticamente duplicado no ano passado face a 2015.

 

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