A cidade de Hamburgo aceitou pagar cerca de 428 milhões de euros por mais 14,8% do capital da Hapag-Lloyd.

Com este investimento, a cidade portuária germânica aumenta de 22,1% para 36,9% a sua posição, tornando-se o maior accionista da companhia, que ali tem a sua sede.

Ao invés, a venda permite ao grupo Tui reduzir mais a sua posição, agora para apenas 22%, uma vez que vendeu outros 3,6% a Klaus-Michael Kuehne, que passou a deter 28,2%.

O grupo turístico, que há anos tenta alienar a Hapag-Lloyd, deverá vender as acções remanescentes em Junho próximo, através de uma colocação em Bolsa, ou numa venda a terceiros.

A cidade de Hamburgo e o líder da Kuehne + Nagel são as principais figuras do consórcio Albert Ballin, constituído em 2008 para evitar que a Hapag-Lloyd caísse em mãos “erradas”, entenda-se investidores estrangeiros.

A companhia alemã, número cinco mundial no transporte marítimo de contentores, registou no ano passado um prejuízo de 38,3 milhões de dólares, depois de em 2010 ter lucrado 565 milhões.

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