A Hanjin Shipping, a sétima maior companhia mundial de transporte marítimo de contentores, pediu hoje a protecção judicial de credores, fracassadas que foram as negociações para a reestruturação financeira da empresa. A HMM poderá ficar com os seus principais activos. Ganha a 2M, perde a The Alliance.

Hanjin

 

A braços com um passivo de cerca de seis mil milhões de dólares, a precisar de 1,2 mil milhões nos próximos 18 meses só para pagar dívida e as despesas correntes, frustradas as negociações com os armadores para a redução dos preços dos fretamentos dos navios e fechada a torneira do crédito, à Hanjin Shipping não restou alternativa a “deitar a toalha ao chão”.

O futuro da companhia poderá passar agora pela venda dos seus principais activos – desde logo, os navios e o network internacional – à Hyundai Merchant Marine (HMM).

Uma fusão entre a Hanjin e a HMM foi várias vezes falada nos últimos meses mas as autoridades sul-coreanas optaram por desincentivar a solução preferindo que fosse o Grupo Hanjin a encontrar uma saída para a crise. Agora, e até porque estão em causa as exportações sul-coreanas, o governo de Seul e o Banco de Desenvolvimento Coreano (DBK), público, poderão favorecer a concentração de activos na HMM.

Com o eventual desaparecimento da Hanjin Shipping (naquela que será, seguramente, uma das maiores falências da história da indústria), a nova The Alliance perderá um dos seus membros mesmo antes de arrancar. A aliança, recorde-se, integrará a Hapag-Lloyd (com a UASC), a MOL, a NYK e a Yang Ming.

Na inversa, com o reforço da capacidade da HMM ficará a ganhar a 2M, que junta a Maersk Line e a MSC, e a que a companhia sul-coreana deverá aderir no próximo ano.

Actualmente, e de acordo com os dados da Alphaliner, a Hanjin é número sete mundial, com uma quota de 2,9% e cerca de 609 mil TEU de capacidade de transporte. A HMM é 14.ª do ranking, com 2,1% e 437 mil TEU.

 

 

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