O plano de reestruturação da Hanjin Shipping passará por devolver aos donos os navios fretados e vender mais de metade dos navios próprios, avança o “WSJ”, citando fontes conhecedoras do processo.

Hanjin-Shipping

A liquidação pura e simples continua a ser o desfecho mais provável para a crise que afundou a Hanjin Shipping. Na melhor das hipóteses, a sobrevivência da companhia passará por uma redução drástica da dimensão, transformando-a numa operadora regional nos tráfegos intra-Ásia. Certo é que a Hanjin que se conhecia, número sete mundial no transporte marítimo de contentores, acabou.

O plano de reestruturação, que terá de ser apresentado até Dezembro próximo, passará, muito provavelmente, por devolver quase todos os 61 navios que tem contratados com armadores e manter apenas 15 dos 37 navios próprios com que opera vendendo os restantes.

Entre os armadores com navios fretados à Hanjin contam-se a Seaspan, a Danaos, e a Navios Maritime Partners. No mercado diz-se que a exposição dos armadores à companhia sul-coreana ultrassa os mil milhões de dólares.

Quanto aos navios para venda, o problema prende-se com o seu valor de mercado, diminuído pelas dificuldades do vendedor e pelo facto de serem maioritariamente Panamax de 10 000 TEU, tornados menos interessantes com o alargamento do Canal do Panamá até aos 14 000 TEU.

Ontem mesmo, a administração da Korean Air, a principal accionista da Hanjin Shipping, não se entendeu sobre a forma de injectar dinheiro fresco na companhia de navegação para lhe permitir ganhar tempo e, no mínimo, resolver os problemas imediatos que a impedem de descarregar as cargas que tem a bordo dos navios.

Até à sua queda, a Hanjin Shipping transportava 10% dos contentores expedidos da Ásia para a Europa. E movimentava uns 25 mil contentores/dia no Pacífico.

 

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