A Hapag-Lloyd a e a UASC concretizaram hoje a fusão anunciada em Julho do ano passado. A companhia germânica passa a deter uma quota de 7,4% da capacidade mundial de transporte marítimo de contentores (1,6 milhões de TEU), reforçando a sua quinta posição no ranking.

UASC

Com a integração da UASC, a Hapag-Lloyd dispõe de uma frota de 230 navios (58 da UASC), com uma idade média de 7,2 anos e uma capacidade média de 6 840 TEU (por força da integração dos gigantes árabes). A Hapag-Lloyd não tem navios encomendados (a UASC espera dois) e não prevê encomendar nos próximos anos.

A fusão foi hoje consumada mas a integração operacional dos 118 serviços da Hapag-LLoyd e os 45 da UASC só se iniciará dentro de oito semanas, para estar concluída no final do terceiro trimestre. A companhia espera sinergias anuais de 435 milhões de dólares, que já deverão sentir-se em 2018 e ser atingidas na totalidade em 2019.

A Hapag-Lloyd é particularmente forte no Atlântico e na América Latina. Com a UASC passará a ser também um dos principais players no Médio Oriente. Por isso, e por cauda dos compromissos assumidos com os accionistas da UASC, a companhia estabelecerá ali uma sede regional.

Com a fusão, os principais accionistas da UASC passam a accionistas de referência da Hapag-Lloyd. São os casos da Qatar Holding (da Autoridade de Investimento do Qatar), que fica com uma posição de 14,4%, e do Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita, que retém 10,1%. Os principais accionistas da Hapag-Lloyd mantêm-se a CSAV, com 22,6%, a Cidade de Hamburgo, com 14,8%, e a Kuehne Maritime, com 8,9%. A TUI mantém uma posição de 8,9%.

Esta relação de forças poderá alterar-se ligeiramente com o próximo aumento de capital de 400 milhões de dólares, que será garantido por alguns dos principais accionistas.

A Hapag-LLoyd é o principal membro da THE Alliance, sendo os restantes a Yang Ming, a MOL, a NYK e a K Line (estando as três últimas em processo de fusão dos seus negócios de transporte marítimo de contentores).

 

Comments are closed.