A Hapag-Lloyd alcançou um lucro operacional de 631 milhões de dólares no ano fiscal de 2009/10, valor que contrasta com as perdas de 875 milhões registados no ano anterior.

A explicação para os resultados reside no aumento dos volumes transportados, na subida dos fretes e na estratégia de corte de custos da empresa.

A transportadora alemã fez uma “reviravolta espectacular”, desde estar “à beira da falência” de há um ano atrás, sublinhou a Tui, o maior accionista da companhia com uma participação de 43,3%.

A Hapag-Lloyd contribuiu com 198 milhões de dólares para o lucro líquido do grupo sedeado em Hannover, após uma perda de 230 milhões de dólares há um ano.

Michael Frenzel, CEO da Tui, adiantou que o desempenho da Hapag-Lloyd justifica a decisão da empresa em injectar dinheiro na transportadora para mantê-la “à tona” durante a crise do transporte de contentores.

No entanto, a recuperação financeira da Hapag-Lloyd também reforçou o plano da Tui para sair do negócio do transporte marítimo de contentores, seja através de uma oferta pública inicial em Bolsa, seja mediante a venda da participação a investidores financeiros ou estratégicos.

“Estamos à espera da melhor oportunidade para sair da Hapag-Lloyd”, disse Horst Baier, director financeiro da Tui.

As hipóteses de um IPO em 2011 são boas, caso os “mercados permaneçam abertos”, disse Frenzel. “Paralelamente, também estamos a explorar a possibilidade de vender as nossas acções a investidores individuais”, acrescentou.

A participação da Tui na Hapag-Lloyd vai subir para 49,8% até ao final do ano, quando um empréstimo híbrido se transformar em capital próprio. O consórcio Albert Ballin detém a restante participação.

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