A Hapag-Lloyd apresentou números positivos relativos a 2019, mas a companhia avisa que a bonança veio antes da tempestade da pandemia de Covid-19.

A Hapag-Lloyd teve, em 2019, um desempenho superior à média do sector, com um lucro líquido de 418 milhões de dólares (390 milhões de euros), contra 54 milhões (50 milhões de euros) em 2018. O volume de negócios da companhia cresceu 3%, para 14,1 mil milhões de dólares (13,2 mil milhões de euros), e os volumes transportados aumentaram 1,4%, para 12 milhões de TEU.

A diferença entre as subidas dos volumes e da facturação é explicada pela Hapag-Lloyd pela “redução deliberada de capacidade na rota intra-asiática e o foco em serviços mais rentáveis”, o que resultou num aumento de 2,7% nos preços médios dos fretes, para 1 072 dólares (mil euros) por TEU.

A companhia aumentou o EBITDA em 65%, para 2,22 mil milhões de dólares (dois mil milhões de euros), o que incluiu o efeito positivo de cerca de 523 milhões de dólares (488 milhões de euros) das novas normas contabilísticas IFRS 16 sobre o fretamento de navios.

Ajuste devido à pandemia

No que se refere a 2020, a Hapag-Lloyd alerta que o impacto do coronavírus na procura global exigirá ajustes de capacidade e afectará o desempenho da companhia.

Na apresentação dos resultados, o CEO do grupo, Rolf Habben Jansen, sublinhou que “2019 pode parecer há muito tempo”, dada a actual crise relacionada com a Covid-19.

O executivo referiu que a expectativa actual é de um golpe financeiro a partir de Maio, depois de os volumes transportados no início do primeiro trimestre terem estado à frente das projecções e de as reservas actuais se manterem.

Rolf Habben Jansen indicou ainda que, devido às restrições da pandemia de Covid-19, a maioria dos trabalhadores da Hapag-Lloyd está a laborar remotamente, com um “comité de crise” a reunir todos os dias.

 

 

 

 

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