A Hapag-Lloyd perdeu o dobro no primeiro semestre, castigada pela subida dos custos operacionais e pela baixa dos fretes.

A Hapag-Lloyd agravou as perdas com o aumento dos custos e a quebra dos fretes

Nos primeiros seis meses, a Hapag-Lloyd registou perdas de 100,9 milhões de euros, que comparam com os 47,2 milhões de euros negativos de há um ano.

E no entanto, o volume de negócios cresceu, de 4,5 mil milhões para 5,4 mil milhões de euros. E os volumes subiram 39%, de 4,23 milhões para perto de 5,88 milhões de TTEU.

Mas a receita média por TEU recuou de 1 065 para 1 020 dólares (fruto da maior concorrência), e os custos operacionais dispararam, com o preço do bunker a passar de 385 dólares/tonelada. As sinergias da integração da UASC só compensaram parte.

No semestre, a Hapag-Lloyd registou um EBITDA de 425,2 milhões de euros (363,8 milhões há um ano) e um EBIT de 88,7 milhões (90,7 milhões).

“O primeiro semestre de 2018 foi marcado por um aumento claro dos custos do combustível, taxas de afretamento de navios mais altas e uma recuperação dos fretes menor que o esperado”, resumiu o CEO da Hapag-Lloyd, citado no comunicado emitido a propósito dos resultados.

“Para o resto do ano, antevemos uma lenta mas contínua melhoria do mercado, mas permanecem incertezas geopolíticas significativas que podem influenciá-lo. Isto apenas reforça a necessidade de ser capaz de reagir rapidamente se necessário, e daí que vamos acelerar as nossas iniciativas de digitalização e finalizar a nossa nova estratégia até ao fim do ano corrente”, acrescentou Rolf Habben Jansen.

A Hapag-Lloyd foi a primeira das grandes companhias a anunciar um “profit warning” para os resultados do exercício.


GOSTOU desta notícia? Clique aqui e SUBSCREVA a nossa NEWSLETTER.  

 

Deixar um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

*