A Hapag-Lloyd pondera encomendar seis navios de até 23 mil TEU, para entrarem ao serviço a partir de 2022-2023.

 

Actualmente, a Hapag-Lloyd tem apenas seis navios de 19 mil TEU, que eram da UASC. A companhia germânica, que opera uma frota de cerca de 230 navios, não alinhou na tendência de encomendar “gigantes”, mas agora admite fazê-lo para substituir navios mais pequenos e mais velhos.

As intenções da Hapag-Lloyd foram anunciadas pelo CEO, Rolf Habben Jansen, num encontro com jornalistas, em Hamburgo. Os novos navios serão uma pré-condição para oferecer ao mercado um serviço semanal entre a Europa e a Ásia, justificou.

Enxofre custa mil milhões /ano

O cumprimento dos novos limites de emissões de enxofre deverá custar à Hapag-Lloyd mil milhões de dólares/ano, já este ano, prevê o CEO.

O sobrecusto é tanto maior quanto a companhia optou por utilizar combustível de mais baixo teor de enxofre na generalidade dos seus navios. Apenas dez unidades de 13 mil TEU foram equipadas com scrubbers.

Quanto à utilização do gás natural como combustível alternativo, a opção mantém-se em aberto mas só será exercida quando a diferença de custos baixar substancialmente, disse.

Os sobrecustos com o combustível afectarão os resultados operacionais da Hapag-Lloyd, mesmo se a intenção é passá-los para os clientes.

A situação poderá complicar-se, admitiu o CEO, assim avance a intenção de Bruxelas de incluir o transporte marítimo no esquema de comércio de emissões.

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