A Hapag-Lloyd anunciou um resultado líquido de 45,6 milhões de euros no terceiro trimestre, consequência do aumento dos volumes transportados e das tarifas cobradas. Para o final do ano, o objectivo é atingir um resultado operacional positivo.

Entre Julho e Setembro, o armador germânico transportou 1,28 milhões de TEU, tendo cobrado uma tarifa média de 1 647 dólares/TEU (uma subida homóloga de 8%). Com isso, o volume de negócios aumentou 15% até perto dos 1,8 mil milhões de euros.

Ainda no terceiro trimestre, o EBITDA chegou aos 164,1 milhões de euros (uma subida de 56%) e os resultados líquidos mais do que quadruplicaram, de 9,6 milhões para 45,6 milhões de euros.

Em termos acumulados, nos primeiros nove meses do ano a Hapag-Lloyd transportou 3,96 milhões de TEU (mais 3,2%), a uma tarifa média de 1 574 dólares/TEU, tendo realizado um volume de negócios de 5,2 mil milhões de euros.

Ainda assim, o resultado líquido situou-se nos 94,1 milhões de euros negativos, penalizado pelo aumento brutal (750 milhões de euros) da factura energética. Para o final, a expectativa dos responsáveis da empresa é de atingir de novo um resultado operacional positivo, assim não surjam novos imprevistos.

Entre Janeiro e Setembro, a Hapag-Lloyd investiu perto de 700 milhões de euros em navios e contentores. A companhia, que no final de Setembro contava 146 navios, com uma capacidade agregada de 675 mil TEU, tem encomendados oito unidades de 13 200 TEU, devendo receber uma ainda este mês.

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