A Hapag-Lloyd registou um prejuízo líquido de 142,2 milhões de euros no primeiro semestre de 2016, depois de na primeira metade do ano passado ter obtido lucros de 157,2 milhões de euros.
Hapag-Lloyd

A receita total caiu de 4,7 mil milhões, entre Janeiro e Junho de 2015, para 3,8 mil milhões, este ano, com a companhia a conseguir cortar os custos de transporte em cerca de 600 milhões de euros (16%).

Os volumes transportados mantiveram-se em linha com o registado no período homólogo de 2015, com 3,7 milhões de TEU (-0,4% do que no ano passado). O preço médio do frete é que baixou 254 dólares (229 euros), para 1 042 dólares (939 euros) por TEU, ou seja, cerca de 20%. Como se não bastasse, o preço dos combustíveis começou a subir no segundo trimestre.

O CEO da Hapag-Lloyd, citado pela assessoria de imprensa, admite que “os resultados do primeiro semestre foram decepcionantes”. Rolf Habben Jansen acrescentou, porém, que o plano de corte de custos e o programa de eficiência estão a decorrer conforme previsto. Contudo, “isso não é suficiente para compensar na totalidade a descida significativa dos preços médios dos fretes”.

No segundo semestre do ano, a Hapag-Lloyd vai manter o foco na redução de custos e fazer “o que for possível para fazer o preço dos fretes voltar para um nível sustentável”.

Para Rolf Habben Jansen, dado o actual ambiente competitivo do mercado, a companhia tem de acelerar o processo de integração da UASC. “A integração trar-nos-á sinergias anuais líquidas de, pelo menos, 400 milhões de dólares [360 milhões de euros], uma parte dos quais já produzirá efeitos no próximo ano”, considera.

 

 

 

 

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