Além da CSAV, a Hapag-Lloyd propõe-se chegar a acordo com outros operadores para crescer e aproximar-se da Maersk, MSC e CMA CGM. A Alphaliner duvida do sucesso das negociações com a CSAV.

A estratégia de crescimento por consolidação foi avançada pelo CEO da Hapag-Lloyd, em declarações à “Reuters”. “O objectivo deve ser criar algo maior através da fusão de várias companhias”, disse Michael Behrendt.

“Tenho para mim que poderemos “apanhar” os três primeiros. Poderei não consegui-lo no meu tempo, mas talvez possa dar passos nesse sentido”.

A Hapag-Lloyd é actualmente n.º 6 mundial no transporte marítimo de contentores em termos de capacidade, com cerca de 730 mil TEU em 152 navios. Menos de metade do n.º 3, a CMA CGM, que opera com 1,5 milhões de TEU e 426 navios.

A companhia alemã está a negociar com a CSAV uma possível fusão. Um negócio que poderá ter razão de ser dada a complementaridade dos respectivos networks. Mas na sua análise semanal a Alphaliner mostra-se céptica sobre a hipótese de as negociações chegarem além de parcerias comerciais.

Para os analistas da casa de Paris, as duas companhias têm filosofias distintas, na prática ambas ainda não traçaram um rumo certo. Além do que o investimento da família Luksic na CSAV vale hoje pouco mais de metade do investido há apenas três anos, o que também dificultará a definição dos termos de uma possível fusão.

Do lado da Hapag-Lloyd, continua por resolver a saída da Tui da estrutura accionista. O grupo turístico detém ainda 20% do capital, propondo-se vende-lo numa IPO, que só deverá acontecer lá para o Outono do próximo ano.

Esta não é a primeira vez que a Hapag-Lloyd tenta crescer por consolidação. Ainda no ano passado, esteve em negociações com a Hamburg Süd, mas sem sucesso.

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