Com a integração da UASC, a Hapag-Lloyd ganha os mega-navios de que não dispõe, uma forte presença no Médio Oriente e… uma dívida de quatro mil milhões de dólares (3,5 mil milhões de euros), avisa a Alphaliner.

UASC

Companhia privada, detida por seis estados árabes, a UASC não divulgava publicamente os seus resultados. Mas com o acordo de fusão com a Hapag-Lloyd a companhia alemã revelou os principais dados financeiros da sua parceira, em vésperas da assembleia geral anual que “aprovou” de novo o negócio.

A UASC registou no primeiro semestre de 2016 perdas operacionais de 132 milhões de dólares (117 milhões de euros) e um prejuízo líquido de 201 milhões de dólares (178,1 milhões de euros), com receitas de 1,5 mil milhões de dólares (1,33 mil milhões de euros).

A margem operacional da UASC manteve-se negativa em -8,6% no período em análise. Os capitais próprios eram, no fim da primeira metade do ano, de 1,88 mil milhões de dólares (1,66 mil milhões de euros). (Este valor está ligeiramente abaixo dos 1,9 mil milhões definidos no acordo de fusão com a Hapag-Lloyd, o que pode, segundo a Alphaliner, levar ao pagamento de uma compensação por parte dos accionistas da UASC aquando da efectivação da operação.)

No final de Junho, a dívida acumulada da UASC ascendia a quatro mil milhões dólares (3,5 mil milhões de euros), responsabilidade que transitará para a “nova” Hapag-Lloyd.

No que se refere a 2015, a UASC registou perdas operacionais de 299 milhões de dólares (265 milhões de euros) e prejuízos líquidos de 384 milhões de dólares (340,3 milhões de euros), com receitas de 3,3 mil milhões de dólares (2,92 mil milhões de euros).

A margem operacional negativa de -9% “é a pior entre as principais companhias de transporte marítimo de contentores que comunicaram resultados financeiros em 2015”, avisa a Alphaliner.

A fusão entre a Hapag-Lloyd e a UASC deverá ficar concluída ainda este ano. A “nova” Hapag-Lloyd operará uma frota de 237 navios, com uma capacidade total de transporte de 1,6 milhões de TEU.

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