Ontem, 1 de Abril, foi o primeiro dia da HMM na THE Alliance. A companhia sul-coreana junta-se assim ao grupo que já integrava Hapag-Lloyd, ONE e Yang Ming.

Até anteontem, a HMM tinha um acordo de partilha de navios com a 2M. Falhada que foi a intenção de aderir, como membro de pleno direito, à aliança da Maersk e MSC, a companhia sul-coreana mudou-se, ontem, “de armas e bagagens”, para a THE Alliance.

A HMM, recorde-se, esteve à beira da falência há quatro anos, sobreviveu com o fortíssimo apoio do estado, mas ainda hoje a sua situação financeira não inspira total confiança. Razão por que teve de pagar um “prémio de risco” na contribuição que fez para o fundo de emergência que os membros da THE Alliance criaram na sequência da falência da Hanjin Shipping.

“A HMM continuará a expandir a sua cobertura de negócios e a desenvolver mais recursos para responder com sucesso às necessidades dos nossos clientes”, sublinhou, em comunicado, a propósito da entrada na THE Alliance, Jae Hoon Bae, presidente e CEO da HMM.

Com a nova adesão, a THE Alliance ganha mais de 414 mil TEU de capacidade. Mas sobretudo ganhará, a prazo, os mega-navios de 23 mil TEU que  HMM tem encomendados. Com eles, a companhia deixará o membro mais pequeno da aliança, ultrapassando a Yang Ming.

Facto é que mesmo com a HMM, a THE Alliance é, de muito longe, a mais pequena das três alianças de transporte marítimo de contentores, com uma quota de transporte de 18,3%. Só a Maersk, número um mundial, detém 17,6%, e junta com a MSC na 2M chegam aos 33,7%. A Ocean Alliance (CMA CGM, COSCO, OOCL e Evergreen), por sua vez, detêm 28,8%

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