Jae-hoon Bae, o recém-nomeado presidente e CEO da HMM, reúne esta semana, em Copenhaga e Genebra, com Maersk e MSC para tratar da parceria com a aliança 2M.

O acordo de partilha de navios entre a HMM e os dois gigantes europeus termina em Abril do próximo ano e o sucesso das negociações de Bae, que assumiu as funções antes ocupadas por CK Yoo no fim de Março, será vital para o futuro da HMM.

“É difícil imaginar o valor que a 2M obtém ao ter a HMM consigo e não será uma surpresa total se o acordo existente terminar em Abril de 2020”, comentou Andy Lane, da Sea-Intelligence, citado pelo “Splash”.

A HMM começará a receber por essa altura os navios de 23 000 TEU que tem encomendados, e se não estiver integrada numa aliança, oferecendo uma frequência elevada e uma cobertura portuária abrangente, estará num cenário desafiante.

Quanto à possibilidade de “virar-se” para outras alianças, Andy Lane considera que a Ocean Alliance pode ser sinónimo de “chumbo” pelas autoridades europeia, não obstante a HMM ter uma quota de mercado relativamente pequena. Caso integrasse a THE Alliance, isso não seria um problema, segundo o especialista da Sea-Intelligence, mas aí a HMM teria um custo por slot mais baixo do que os parceiros.

“Com os governos do Japão e da Alemanha a pressionarem a OMC sobre as ajudas públicas da Coreia do Sul à construção naval do país, esse casamento pode não ter pernas para andar. Terá a HMM de operar de forma autónoma?”, questiona Lane.

 

Comments are closed.