A adesão da Hyundai Merchant Marine (HMM) à aliança 2M não será, afinal, ainda certa, de acordo com a Alphaliner.

HMM

O mais do que provável encerramento da Hanjin Shipping poderá mudar as cartas do jogo e levar os parceiros da 2M a reconsiderarem o acordo com a HMM, e os da The Alliancce a repensarem o não que deram à companhia em Maio passado.

A Alphaliner explica que as companhias da 2M “estão agressivas no aumento da capacidade para suprirem as necessidades dos ex-clientes da Hanjin”. A consultora sublinha que o TP-1/Maple, o novo serviço trans-Pacífico da 2M, lançado para atrair os carregadores que trabalhavam com a Hanjin, terá navios com capacidades entre 7 800 e 9 400 TEU, contra as embarcações de 5 000 TEU originalmente anunciadas. Resultado: a integração da HMM perde premência.

Ainda a semana passada a vice-presidente sénior e responsável pelos acordos da MSC, Caroline Becquert, deu indicações nesse sentido. “O memorando de entendimento é apenas um papel em que se concorda discutir. Ainda estamos em negociações”, disse.

Por outro lado, com a saída de cena da Hanjin, a HMM terá uma posição relativa mais forte na Coreia do Sul. Aliás, transformou-se na companhia nacional do país, dado que o estatal Korea Development Bank é o seu accionista maioritário. A economia do país depende fortemente das exportações e gigantes como a Samsung ou a LG exportavam, respectivamente, 40% e 20% da sua produção com a Hanjin.

O colapso da Hanjin representará também um “rombo” na quota da The Alliance no Ásia-Europa, de 28% para 23%, e no trans-Pacífico, de 35% para 28%. E assim, ironia do destino, a HMM pode vir a ser convidada a integrar a The Alliance.

A HMM viu a entrada na futura The Alliance ser barrada, no dia 13 de Maio, por estar a meio de uma reestruturação financeira. A companhia acabou por assinar, a 14 de Julho, um memorando de entendimento com a Maersk Line e a MSC para juntar-se à 2M a partir de Abril de 2017 (altura em que expirará o contrato com a aliança G6).

 

 

 

 

 

 

 

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