A HMM  estará a ponderar mudar-se para uma nova aliança quando o acordo com a 2M (Maersk e MSC) expirar, em Abril de 2020.

Acordo entre a HMM e a 2M termina em 2020

A HMM diz que ainda não tomou nenhuma decisão e que mantém uma boa relação com os parceiros da 2M. Mas os analistas apontam para um divórcio no final do actual acordo. E até há quem aponte a Ocean Alliance (da CMA CGM, Cosco e Evergreen) como o destino da HMM.

De acordo com analistas do sector, o acordo de cooperação entre a 2M e a HMM, que vigora desde Abril de 2017 e até Março de 2020, é desvantajoso para a HMM. Desde logo, porque a companhia sul-coreana não é um membro pleno da aliança.

Para mais, ultimamente o estatuto da companhia sul-coreana caiu ainda mais, com a 2M a iniciar uma parceria com a israelita ZIM para as ligações entre a Ásia e a América do Norte.

Quando fechou o acordo com a HMM, a 2M adiantou que a aceitaria como membro de pleno de direito desde que melhorasse o desempenho financeiro. Facto é que a operadora sul-coreana continua a somar perdas, apesar do fortíssimo apoio de fundos públicos de Seul.

Por outro lado, o acordo com a 2M está a limitar a actuação da HMM em algumas rotas. E representa restrições à expansão da sua capacidade de oferta. Aliás, a aliança terá protestado veementemente contra a encomenda de 20 grandes navios porta-contentores pela HMM. A encomenda foi feita em Abril, no âmbito dos planos de Seul de recuperação do sector marítimo sul-coreano.

Os analistas apontam que em 2020 a HMM estará em melhores condições para escolher novos parceiros. Quer porque disporá de navios modernos, de maior capacidade e mais económicos, quer pela sua participação accionista no novo terminal de transhipment de Busan, que lhe permitirá poupar nos custos de operação portuária.

A Ocean Alliance é apontada como a provável escolha da companhia sul-coreana.

 

 

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