A Hyundai Merchant Marine (HMM) vai receber do governo da Coreia do Sul e dos seus credores um financiamento de até dez triliões de wons (7,5 mil milhões de euros).

HMM

Um representante dos credores da companhia afirmou, na semana passada, ser “inevitável oferecer apoio financeiro adicional à HMM” – a única companhia de transporte marítimo de longa distância que sobreviveu no país – com a finalidade de garantir a competitividade do sector do transporte marítimo sul-coreano. “Começando com a emissão de novas acções no valor de 700 mil milhões de wons [524 milhões de euros] ainda este ano, decidimos injectar mais dinheiro” de forma faseada, explicou a mesma fonte.

Antes, a consultora AT Kearney divulgou um relatório que indica que a HMM precisa desses até dez triliões de wons de investimento até 2020. A consultora prevê que a companhia sul-coreana necessite de 5,6 triliões de wons (4,19 mil milhões de euros) para construir 40 mega-navios, 3,3 triliões (2,47 mil milhões de euros) para comprar 1,5 milhões de contentores e 1,1 triliões (823,5 milhões de euros para adquirir terminais nos mercados doméstico e internacional e desfazer-se de navios com contratos de fretamento dispendiosos nos próximos cinco anos.

Inicialmente a HMM planeava atrair 700 mil milhões de wons sul-coreanos (524 milhões de euros) necessários até ao final de 2017 com recurso a investidores estrangeiros. A companhia falhou, porém, o acordo com a gestora de activos norte-americana BlackRock para um investimento de até um bilião de wons sul-coreanos (748,7 milhões de euros).

Foi após esse fracasso que os credores da HMM, entre os quais o Korea Development Bank, o maior accionista da companhia, com uma participação de 13,13%, decidiram aumentar o capital da companhia através da emissão de novas acções. Dos 700 mil milhões de wons (524 milhões de euros) de encaixe da operação, a HMM prevê aplicar 400 mil milhões (299,5 milhões de euros) na compra de novos navios e terminais e os restantes 300 mil milhões (224,6 milhões de euros) no pagamento de fretamentos e de combustível.

 

 

Tags:

Comments are closed.