A IAG vai comprar a Air Europa através da Iberia. A ideia é afirmar Madrid como um hub de primeira grandeza, e liderar as ligações Europa-Américas.

A IAG chegou a acordo com a Globalia para a aquisição da Air Europa. O negócio será feito pela Iberia, está avaliado em mil milhões de euros e deverá ficar concluído no segundo semestre de 2020, após as necessárias autorizações das autoridades da Concorrência.

A marca Air Europa será, pelo menos na fase inicial, mantida e a companhia continuará como um centro de receitas autónomo na Península Ibérica e administrada pelo CEO da Iberia, Luis Gallego.

A Air Europa é a quarta companhia aérea da Espanha em número de passageiros, com uma frota de 66 aeronaves, que opera voos domésticos e internacionais regulares para 69 destinos, incluindo rotas europeias e de longo curso para a América Latina, Estados Unidos, Caribe e Norte de África Em 2018, a companhia aérea do grupo pertencente à família Hidalgo gerou receitas de 2 100 milhões de euros e lucros operacionais de 100 milhões de euros.

A compra da Air Europa dará um forte impulso ao plano da Iberia de transformar o aeroporto de Madrid num hub europeu para competir, em termos de tráfego, com gigantes como Amesterdão, Frankfurt, Londres e Paris.

Além disso, permitirá ao grupo IAG passar a deter 24 rotas transatlânticas com os Estados Unidos, o Caribe e a América do Sul. Trata-se, portanto, de um ganho de “músculo” contra concorrentes como a americana Delta, que recentemente comprou 20% da Latam.

A operação conta, porém, com duas incógnitas consideráveis. Por um lado, a posição que as autoridades da Concorrência adoptarão, dado que, como resultado da compra, as companhias da IAG terão mais de 70% de quota de passageiros nos aeroportos espanhóis geridos pela Aena, o que fortalecerá a sua posição dominante no mercado do país vizinho, com resposta apenas da Ryanair.

Por outro lado, as questões sobre a nacionalidade espanhola da Iberia no cenário de Brexit repetem-se na Air Europa e há dúvidas sobre se as autoridades europeias a considerarão uma companhia aérea da UE.

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  1. Por culpa exclusiva de A Costa & F Medina, Lisboa não tem aeroporto capaz responder à procura no curto, médio e longo prazos, ao contrário de Madrid que não vai parar de crescer no cml prazos, pior que estes 2 é impossível !!

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