O Conselho de Administração da IAG decidiu limitar a 47,5% do capital a participação de accionistas exteriores à União Europeia, com o objectivo de salvaguardar os direitos de voo comunitários.

A decisão está a ser interpretada como um primeiro passo do grupo para enfrentar um Brexit sem acordo.

Desde o grupo, que agrega, entre outras, a British Airways, as espanholas Iberia e Vueling e a irlandesa Aer Lingus, indicam que a decisão não afecta, por ora, os investidores britânicos.

Por isso, no caso de o Reino Unido deixar a UE sem acordo, a IAG deverá adoptar medidas adicionais para que a maioria do seu capital seja de base comunitária, como requer Bruxelas.

As normas europeias dizem que se a participação de accionistas de países terceiros exceder 50% do capital, as companhias aéreas correm o risco de perder as permissões de voo. Actualmente, a Qatar Airways é o maior accionista da IAG, com 21,4%, à frente de Capital Research (10%), Europacific Growth (5,261%), Lansdowne (3,95%) e Invesco (1,1%).

O grupo IAG junta-se, assim, a companhias como a EasyJet e a Ryanair, que adoptaram medidas semelhantes relativamente a investidores extra-comunitários. Aquelas duas companhias foram, de resto, mais longe e já incluíram limitações de direitos de voto aos accionistas britânicos.

 

 

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