O mercado mundial de carga aérea cresceu 3,1% em Outubro. Ligeiramente mais que os 2,5% de Setembro (um mínimo de 29 meses), mas ainda assim um crescimento brando.

IATA: carga aérea cresceu 3.1% em Outubro

Como se não bastasse o fraco aumento da procura, a oferta de capacidade cresceu 5,4% face a Outubro do ano passado. Foi, segundo a IATA, o oitavo mês consecutivo em que a subida da oferta superou a da procura.

Explicam desde a IATA que o crescimento do sector apoia-se em factores como o comércio electrónico internacional ou a melhoria no investimento global.

A associação indica, porém, que outros factores continuam a afectar negativamente o transporte aéreo de mercadorias: a queda das exportações nos principais países exportadores, os prazos de entrega mais alargados na Europa e na Ásia (o que torna o transporte aéreo menos necessário) e a redução da confiança do consumidor face ao patamar elevado do início de 2018.

“O transporte de carga aérea é um negócio difícil, mas a previsão permanece ‘cautelosamente’ optimista na recta final do ano. O crescimento é lento, mas estável, apesar das tensões comerciais. A expansão do e-commerce compensa o crescimento lento dos mercados mais tradicionais. E a rentabilidade aumenta no quarto trimestre, como de costume no final do ano. E, embora não devamos esquecer os golpes contra as perspectivas económicas, a previsão da indústria é positiva para o final do ano”, refere, citado em comunicado, Alexandre de Juniac, CEO da IATA.

Todos os mercados regionais cresceram em Outubro, à parte de África.

O mercado da Ásia-Pacífico experimentou um aumento de 1,9% na procura e de 4,2% na capacidade de carga. A América do Norte teve, durante o décimo mês do ano, uma subida de 6,6% na procura e de 8,2% na capacidade.

Na Europa, a carga aérea registou crescimentos de 1,4% nos volumes e de 1,9% na capacidade. Na América Latina, os volumes de carga aumentaram 0,3% e a capacidade 3,3%. No Médio Oriente, a procura aumentou 5%, menos do que os 8,8% da capacidade.

Quanto a África, a procura caiu 4,2% e a capacidade aumentou 5,4% em Outubro.

 

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