O mercado mundial de carga aérea começou 2018 a crescer, segundo a IATA. A subida homóloga em Janeiro foi de 8%, com a capacidade a aumentar 4,2%.

O crescimento do mercado em Janeiro foi superior aos 5,8% registados em Dezembro do ano passado.

O arranque de ano em crescimento é sinal de que os principais factores que afectam a procuram da carga aérea estão fortes, de acordo com a IATA. A procura global por exportações de manufacturas está dinâmica, o que está a gerar ciclos de fornecimento mais longos, segundo a associação, que, por isso, prevê um reforço da procura para aceleração das entregas.

“O desempenho de Janeiro representa um forte início da carga aérea em 2018 e a continuação de um ano excepcional, em que a procura cresceu 9%. Espera-se que o sector estabilize em 4,5% em 2018. Mas enfrentamos grandes desafios: se o presidente Trump cumprir a sua promessa de impor sanções às importações de alumínio e aço, há um risco muito real de guerra comercial. Medidas proteccionistas não favorecem ninguém”, disse, em comunicado, o CEO da IATA, Alexandre de Juniac.

Europa com fortes ganhos

Todos os mercados regionais tiveram um mês de Janeiro de crescimento face ao mês homólogo de 2016, de acordo com a IATA.

A Ásia-Pacífico registou um aumento de 7,7% na procura e de 2,2% na capacidade. Já as companhias aéreas da América do Norte registaram um crescimento de 7,5% nos volumes, contra uma subida de 4,2% na oferta.

A Europa registou, no mês em análise, uma subida de 10,5% na procura e de 5,3% na capacidade disponível.

No Médio Oriente, a procura cresceu 4,4%, mas a capacidade aumentou mais (+6,3%). Na América Latina, a procura aumentou em Janeiro último 8% e a capacidade 5,4%.

Com uma subida de 17,5%, África foi a região mundial que mais cresceu face a Janeiro de 2016 em termos percentuais. O pior é que a capacidade aumentou ainda mais: 59%.

 

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