O mercado mundial de carga aérea registará um crescimento de 5% a 6% no segundo trimestre de 2018. A subida acontecerá apesar da desaceleração no ciclo de reposição de stocks que ajudou a aumentar os volumes nos últimos 18 meses.

As mesmas previsões apontam para um ambiente de crescimento saudável para os próximos dois a cinco anos. Brian Pearce, economista-chefe da IATA, explicou no Simpósio Mundial de Carga, que se realizou esta semana em Dallas, que houve um abrandamento no ritmo do crescimento em relação aos dois dígitos do início de 2017, o qual era consistente com os principais indicadores de negócios do transporte aéreo, como o Índice dos Gestores de Compras (IGC) e as encomendas para exportações. Pearce sublinhou, porém, que as perspectivas de crescimento da carga aérea permanecem fortes.

O crescimento previsto para o segundo trimestre do ano em curso irá seguir-se a um 2017 excepcional para a carga aérea, com um crescimento de 9%. Essa percentagem é o dobro da taxa de crescimento geral do comércio global de mercadorias.

Os 9% de crescimento da carga aérea são o triplo do aumento da capacidade disponível, o que tem repercussões positivas na exploração financeira das companhias. A IATA calcula que as receitas de carga aérea aumentaram cerca de 25% em 2017, “ajudadas por uma melhoria substancial nas tarifas, que aumentaram cerca de 20% em relação ao ponto baixo ocorrido em 2016”, segundo Brian Pearce. Embora algum desse aumento de receita seja reflexo dos preços de combustível mais altos, uma grande parte da subida deveu-se a preços médios de fretes mais elevados.

Confiança em pico desde 2014

Desde a IATA indicam que a confiança das companhias globais está ao nível mais alto desde Agosto de 2014. Um dos factores para este cenário é a actividade económica nos mercados emergentes, que melhorou fortemente no final de 2017.

Também a confiança do consumidor permanece dinâmica, de acordo com a associação, o que ajuda a suportar a procura do transporte aéreo de mercadorias.

 

 

 

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